ShortBus – O filme mais polêmico do ano

Compartilhe / Share

Eu ia escrever um texto sobre o filme “Shortbus“, mas ao ler o que Marcelo Hessel escreveu para o site “Omelete” desisti, o texto dele está perfeito, vou pedir licença ao autor e usar fragmentos do seu texto.

Shortbus, um filme de celebração ao sexo. Fazer filme com diálogo improvisado, roteiro aberto e personagens criados a partir de experiências pessoais dos atores não é a coisa mais fácil do mundo. Demanda tempo e sensibilidade. Filmar tudo isso, mais inúmeras cenas reais de sexo, com orgasmos de verdade, numa escala maior do que de muito pornô, daí já é quase improvável.

Para começar, Mitchell(Diretor) abriu testes a qualquer pessoa, ator profissional ou não. Não queria astros, porque astros não fazem sexo, diz. Pediu que os interessados mandassem fitas com o que eles achassem interessante contar. Muitos faziam confidências em vídeo, outros se masturbavam para a câmera. Uma pré-seleção chegou a 500 pessoas, depois a 40. O diretor convidou-os para a festa que mantinha, mensalmente, em Nova York, chamada Shortbus (que depois viraria o nome do filme). Ali observava flertes, afinidades, e anotava – afinal, um filme como o que ele projetava não seria possível sem corpos que combinam.

Paul Dawson registrava o seu dia-a-dia fotograficamente, e é daí que nasceu a inspiração para o personagem que ele interpreta, James. Na trama, ficamos sabendo que James está filmando sua rotina ao lado do namorado, Jamie (P.J. DeBoy). James filma porque algo o incomoda na relação, na sua vida. Para tentar resolver, visitam uma terapeuta de casais, Sofia (Lee Sook-Yin). O problema é que ela também está passando por uma crise: jamais chegou ao orgasmo com o marido, apesar de transarem convulsivamente. Entra no meio uma dominatrix com problemas de relacionamento, Severin (Lindsay Beamish). Ela quer auxiliar Sofia, mas não sabe como ajudar a si mesma.

Todos eles se encontram no Shortbus, um clube underground de Nova York que, segundo seu dono, é como um lugar hippie, mas sem a esperança. Ali se escuta música eclética, bebe-se, conversa-se. Um grupo de lésbicas se reúne de um lado, em outra sala uma dúzia de trincas e casais se conhece melhor. Boa parte do filme acontece no Shortbus. É uma celebração, sim, e há muito do humor que Mitchell dizia procurar. Mas há no ar, também, um sentimento de efemeridade. Não é uma festa que nunca termina.

Quem quiser fazer o DOWNLOAD é so clicar aqui

Ajude-nos a manter o blog clicando nos banners abaixo, não custa nada. Por favor, cliquem sempre que vierem por aqui se divertir. Obrigado! Contamos com a ajuda de vocês 🙂



(Visited 41 times, 1 visits today)

Start a Conversation

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *